sexta-feira, 17 de julho de 2015

2º PISO - INTERIOR






ESCADARIA - ACESSO 2º PISO - INTERIOR

 





1º PISO - INTERIOR






PISO TÉRREO


 

                Fachada do edificio Pimentel, onde funciona o Museu da Presidência.

Foi neste mesmo Edificio, hoje restaurado; que, há 101 anos, foi instalada a primeira Câmara Municipal do Concelho de Castanheira de Pera


INTRODUÇÃO

‘Museu da Presidência”

Inaugurado a 04 de Julho de 2014, por ocasião do centésimo aniversário da criação do concelho de Castanheira de Pera, este espaço tem como finalidade dar a conhecer um pouco da História de Castanheira de Pera a todos os seus residentes e a quantos nos visitam.

No seu interior podem ver-se alguns objectos que se encontravam espalhados por diversos locais, reunindo-se assim um espólio histórico, interessante e agradável de visitar e ver.
Por exemplo:
· 1º selo branco, oficial, da época das duas Câmaras, entre 1923 a 1926 (cedido pela Família de António Pedro Barata de Barros).
· Medalhística
· Fotografia
· Mobiliário

A nossa história

O edifício, com dois pisos, onde se encontra instalado o Museu da Presidência foi, em 1914, cedido de forma gratuita, pelo período de dez anos, pelo seu proprietário, Dr. Manuel Dinis Henriques e esposa, para ali ser instalada a 1ª Câmara Municipal.

Tirada a instrução primária embrenha-se nos negócios de seu pai com quem permanece até aos vinte anos. É com essa idade que resolve romper com a vida rotineira que levava, decidindo, mesmo contra a vontade paterna, ir estudar para Coimbra. Aí, estudando longas noites à luz da lamparina de azeite ou do candeeiro de petróleo num velho quarto de “república”, consegue, num percurso brilhante e invulgar, em oito anos, tirar o curso liceal e formar-se em direito.
Licenciado, instala-se na sede da Comarca como advogado e depois é nomeado Governador Regional, casando-se depois com D. Maria Soledade Correia Teles Diniz.
Advogado, funcionário público, político e jornalista, Dr. Diniz tudo exerceu com entusiasmo, sobretudo com espírito de missão.
Tal como o Visconde de Castanheira de Pera ou Dr. Eduardo Correia poderia, se quisesse, libertar-se da estreiteza do seu meio e ensaiar voos mais altos no foro ou na política; preferiu, porém, ficar.
E então o seu génio inventivo, para além de colaborar intensamente na luta pela autonomia municipal, cria uma hidroelétrica no Pisão Novo, que leva a eletricidade pública a Castanheira a 12 de Dezembro de 1912, muitos anos antes que importantes cidades. Funda o primeiro jornal local “O Ribeira de Pera”, e idealiza dezenas de projetos.
Assim, planifica um ramal ferroviário da Lousã a Castanheira que previa furar a serra, do Catarredor à Cova das Malhadas e um teleférico visando o transporte de passageiros, projetos que não chegaram a ter concretização.
Espirito progressista e benemerente como o demonstra a sua maneira de estar na vida e na política, a constante solidariedade social. Vanguardista a que se atribuí o primeiro fonógrafo, a primeira máquina de escrever, o primeiro quarto de banho e o primeiro automóvel de Castanheira.
Em 1927, já sob o regime da ditadura, o litígio que vinha travando com a Câmara sobre o fornecimento de energia elétrica conhece um epílogo violento: a rede é desmantelada.
Este ato unilateral e ingrato provoca um forte traumatismo no Dr. Diniz que a partir daí e segundo as palavras do seu próprio filho “cada ano trazia uma ruína nova ao que fora a arquitetura de uma existência.”